BANCOS DE DESENVOLVIMENTO EM MOÇAMBIQUE
KfW - Banco de Desenvolvimento da Alemanha
KfW, Banco de Desenvolvimento da Alemanha, apoia Moçambique em energia renovável (GET FiT), agronegócio (FINOVA), educação e governação, promovendo crescimento sustentável e redução da pobreza.
Esta análise detalha a atuação do KfW (Kreditanstalt für Wiederaufbau), o Banco de Desenvolvimento da Alemanha, em Moçambique. O KfW é o braço de Cooperação Financeira (CF) da Alemanha, focando-se em investimentos de capital para infraestruturas e desenvolvimento económico sustentável.
1. Visão Geral da Organização no País
Tipo de Organização: Governamental (Banco de Desenvolvimento). Atua em nome do Ministério Federal da Cooperação Económica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha.
Início das Operações: A cooperação alemã com Moçambique é histórica, mas o KfW consolidou a sua presença estrutural após a paz em 1992, focando na reconstrução de infraestruturas básicas.
Missão e Mandato: Apoiar o governo moçambicano na redução da pobreza e na promoção de um crescimento económico que respeite o clima e o ambiente.
Instituições Parceiras:
Governo: Ministério da Economia e Finanças (MEF), Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).
Executores: EDM (Electricidade de Moçambique), FUNAE (Fundo de Energia) e o Banco de Moçambique.
2. Programas e Setores
A estratégia alemã para 2024–2026 foca em setores onde a Alemanha possui vantagem tecnológica:
Energia Renovável e Acesso (Setor Principal): O programa GET FiT Mozambique é o destaque, focado em atrair investimento privado para pequenas centrais solares e hídricas.
Desenvolvimento Económico Inclusivo e Agronegócio: Lançamento do projeto FINOVA (2025/2026), que disponibiliza linhas de crédito subsidiadas para MPME e cadeias de valor agrícolas.
Educação e Formação Profissional: Modernização de escolas primárias e centros de formação técnica para alinhar as competências com o mercado de trabalho.
Governação e Descentralização: Apoio financeiro para melhorar a prestação de serviços a nível distrital e municipal.
Geografia: Foco nacional, com ênfase crescente nas províncias do Norte (Nampula e Cabo Delgado) para mitigar os efeitos do conflito.
3. Objetivos e Metas
Objetivos Estratégicos: Alcançar o acesso universal à energia até 2030 e fortalecer a resiliência das micro e pequenas empresas frente a choques económicos.
Alinhamento Nacional: Totalmente alinhado com o Compacto Nacional de Energia para Moçambique (2026) e a Estratégia Nacional de Eletrificação.
Indicadores de Sucesso:
Taxa de acesso à eletricidade (que subiu de 31% em 2018 para cerca de 60% em 2024/25 com apoio alemão).
Volume de crédito desembolsado para o setor agrário através do projeto FINOVA.
4. Abordagem de Implementação
Linhas de Crédito e Donativos: O KfW combina subvenções (donativos) para setores sociais com empréstimos concessionais para infraestruturas produtivas.
Parcerias Financeiras (FINOVA): Em 2025, o KfW estabeleceu parcerias com bancos locais (Absa, Standard Bank, BCI) para canalizar 33.5 milhões de Euros para a agricultura sob taxas de juro bonificadas (8.5% a 17%).
Consultoria Técnica: Frequentemente acompanha os fundos com assistência técnica (ex: Frankfurt School of Finance) para garantir que as instituições locais saibam gerir os novos instrumentos financeiros.
5. Financiamento e Recursos
Orçamento Recente: Em negociações recentes (2022-2025), a Alemanha comprometeu cerca de 199 milhões de Euros em novos fundos. Em 2025, foram anunciados mais 30 milhões de Euros especificamente para a resiliência em Nampula.
Origem dos Fundos: Orçamento Federal Alemão (BMZ).
Expertise: Foco em engenharia financeira e tecnologias de energia limpa.
6. Resultados e Impacto
Realizações (2025/2026):
Lançamento operacional do FINOVA, visando colmatar a lacuna de financiamento agrário (onde apenas 2% do crédito nacional é aplicado).
Modernização da Escola Unidade 30 em Maputo e outras infraestruturas educativas.
Impacto Qualitativo: A Alemanha é vista como o parceiro líder na transição energética de Moçambique, ajudando o país a tornar-se um "hub" regional de energia verde.
Desafios: A inflação global e os conflitos no Norte têm dificultado a execução física de algumas obras de infraestrutura energética.
7. Monitoria e Avaliação
Processo: Auditorias fiduciárias rigorosas e avaliações de impacto ambiental e social (ESIA) que seguem padrões internacionais.
Transparência: Acompanhamento via relatórios semestrais partilhados com o Ministério da Economia e Finanças.
Contacto em Moçambique:
Escritório do KfW: Localizado na Embaixada da Alemanha, Av. Kenneth Kaunda, 1174, Maputo.
Website: kfw-entwicklungsbank.de

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