Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) - Admissão 2026:
Como Entrar na Universidade Pedagógica de Maputo: O Guia Completo
Olha, vamos falar sério por um momento: entrar na universidade em Moçambique não é como pedir uma pizza online (embora, ironicamente, o processo seja todo feito pela internet agora — já lá vamos chegar a essa reviravolta tecnológica). É um processo rigoroso, centralizado e, sim, um pouco stressante. Mas não te preocupes, porque vou-te explicar tudo como se estivéssemos a tomar um café e eu já tivesse passado por isto tudo.
A Grande Reforma de 2019: Quando Uma se Tornou Quatro
Primeiro, precisas de perceber uma coisa importante que aconteceu em 2019. A antiga Universidade Pedagógica, aquela instituição gigante que tinha campus espalhados por todo o país, foi reestruturada e deu origem a quatro universidades independentes. Imagina: de repente, em vez de uma UP enorme, tens a UP-Maputo (a herdeira do campus principal), a Universidade Licungo (na Beira), a Universidade Púnguè (em Chimoio) e a Universidade Rovuma (em Nampula).
Mas — e aqui está o plot twist — apesar de serem agora universidades separadas, elas decidiram continuar a fazer os exames de admissão juntas, como uma espécie de consórcio académico. É tipo quando aquele grupo de amigos se separa mas continua a fazer festas de aniversário em conjunto porque, afinal, a logística funciona melhor assim.
As Regras do Jogo: O Que Precisas Para Concorrer
Imagina a cena: terminaste a 12.ª classe (ou tens uma habilitação equivalente, mas vamos focar na situação mais comum). Estás ali, certificado na mão, a pensar "e agora?". Bom, aqui está a primeira coisa que precisas de saber: não podes simplesmente escolher qualquer curso que te apeteça. Não, não. O sistema é mais esperto que isso.
Sabes aqueles grupos que fizeste no ensino pré-universitário — Grupo A (Ciências), Grupo B (Humanidades), Grupo C (outras áreas)? Pois é, eles importam. E importam muito. Se fizeste Grupo B e de repente decides que queres ser engenheiro civil, o sistema vai olhar para ti com aquela cara de "desculpa, mas não". A tua escolha de curso tem de estar alinhada com as disciplinas nucleares que estudaste. É como tentar entrar numa festa — precisas do código de vestuário certo.
A Era Digital Chegou (Para o Bem e Para o Mal)
Aqui está uma boa notícia: já não precisas de acordar às 5 da manhã para ir fazer fila na universidade para te inscreveres. Aqueles dias dramáticos de filas intermináveis sob o sol escaldante acabaram (bem, pelo menos para as inscrições — ainda há filas para tudo o resto na vida, mas isso é outra história).
Agora tudo acontece online, exclusivamente via internet. Vais ao portal da Comissão de Exames de Admissão — geralmente https://candidaturas.up.ac.mz/ — e fazes lá tudo digitalmente. É conveniente? Sim. Mas tem um senão: precisas de ter acesso à internet, o que nem sempre é garantido em todas as regiões do país. (A ironia de modernizar um sistema mas criar uma nova barreira de acesso não passou despercebida, acredita.)
A Grande Decisão: Uma Universidade, Um Curso, Sem Voltar Atrás
E agora vem a parte que faz muita gente suar frio: só podes concorrer a UMA das quatro universidades e escolher apenas UM curso. Sim, leste bem. Não há plano B no mesmo sistema. Não podes dizer "quero Direito na UP-Maputo, mas se não der, aceito Sociologia na Licungo". Não. O sistema gera um Código de Candidato único e tu vais com aquela escolha até ao fim.
É tipo quando pedes comida num restaurante novo e não tens a certeza se vais gostar, mas já pediste e agora tens de comer (ok, má analogia porque podes sempre deixar comida no prato, mas entendes o ponto — aqui não há "voltar atrás" facilmente).
O Dinheiro na Mesa: 1.000 Meticais Para o Sonho
Depois do pré-registo online, o sistema — muito eficiente, diga-se — gera automaticamente uma referência bancária e uma entidade. É aqui que entra a parte financeira da coisa. Para o ano académico de 2026, a taxa de inscrição foi fixada em 1.000,00 MT.
Mil meticais. Para alguns estudantes, isto é o dinheiro do lanche de uma semana. Para outros, representa um sacrifício familiar significativo. (E não vamos fingir que não é — estamos a falar de um país onde muitas famílias vivem com orçamentos apertadíssimos.) Pagas nos canais bancários habituais e esperas pela confirmação. Só depois disso é que a tua inscrição fica verdadeiramente validada. Sem pagamento confirmado, não há exame. É assim de simples e de brutal.
Os Exames: O Dia D (ou Melhor, os Dias D)
Chegamos à parte que toda a gente teme e respeita em igual medida: os exames propriamente ditos. Ao contrário da inscrição que é virtual, aqui voltas ao mundo físico. Os exames acontecem presencialmente, numa época única, em centros de exame espalhados pelo país.
Geralmente — e isto é importante para te preparares psicologicamente — vais prestar provas em duas disciplinas nucleares relacionadas com o curso que escolheste. Queres Direito? Prepara-te para Português e História (ou algo parecido, dependendo do edital específico). Sonhas com um curso na área de saúde? Biologia e Química vão ser os teus companheiros de stress durante alguns meses de preparação.
Os Números de 2026: A Realidade Nua e Crua
Vamos aos factos concretos do ano académico de 2026, porque números contam histórias e esta é particularmente interessante:
As datas que importavam:
- Inscrições online: de 30 de Outubro a 14 de Dezembro de 2025 (se estás a ler isto agora, em 2026, já passou — mas serve de referência para perceberes o calendário típico)
- Exames: agendados para 13 a 16 de Janeiro de 2026
A procura foi impressionante: Registaram-se 40.178 candidatos a nível nacional para as quatro universidades. Quarenta mil e tal jovens moçambicanos (e talvez alguns não tão jovens, porque nunca é tarde para estudar) a sonhar com o ensino superior. Destes, mais de 16.000 quiseram especificamente a UP-Maputo.
E sabe o que é mais impressionante? Isto representa um aumento de 18,2% em relação ao ano anterior. Quase um quinto a mais de candidatos. Podes interpretar isto de duas formas: ou a educação está cada vez mais valorizada (yay!), ou o mercado de trabalho está tão complicado que toda a gente percebeu que precisa de um canudo universitário (hmm...). Provavelmente é uma mistura de ambos.
A Questão do Milhão: Quantas Vagas Existem?
Aqui está a pergunta que toda a gente faz e que causa aquela ansiedade no estômago: quantas vagas estão disponíveis? Porque uma coisa é haver muitos candidatos, outra é saber quantos efectivamente vão entrar.
O número total: As quatro universidades públicas juntas ofereceram 14.695 vagas para 2026.
Faz as contas comigo: 40.178 candidatos para 14.695 vagas. Isto significa que aproximadamente 63% dos candidatos não vão conseguir vaga. Mais de metade. É uma realidade dura, mas é a realidade.
Especificamente para a UP-Maputo: A universidade ofereceu 4.235 vagas. Isto é um aumento de 7,2% (cerca de 305 novas vagas) comparado com o ano anterior, o que é positivo. A UP-Maputo está a crescer, a abrir mais portas. Mas mesmo assim, com mais de 16.000 candidatos para pouco mais de 4.000 vagas... bem, a matemática não mente. A concorrência é feroz.
Como se distribuem as vagas pelas outras universidades?
- Universidade Rovuma: 4.290 vagas (a que tem mais!)
- Universidade Licungo: 3.940 vagas
- Universidade Púnguè: 2.230 vagas (a mais pequena em termos de capacidade)
E Se Já Tens Licenciatura e Queres Ir Mais Longe?
Olha, se já passaste pela graduação e agora estás de olho num Mestrado ou Doutoramento na UP-Maputo, o processo é completamente diferente (porque a vida académica adora complicar as coisas com processos diferentes para tudo).
Para a pós-graduação em 2026, as candidaturas decorreram de 10 de Novembro de 2025 a 31 de Janeiro de 2026 — nota que o período é mais longo e vai até mais tarde no ano. E a taxa? Sobe para 2.900,00 MT. Quase três vezes mais que a graduação. (Aparentemente, quanto mais alto vais na escada académica, mais caro fica o bilhete de entrada.)
A Reflexão Final: O Que Estes Números Nos Dizem?
Senta-te aí por um segundo e pensa comigo. Tens dezenas de milhares de jovens moçambicanos a lutarem por alguns milhares de vagas. Por um lado, é inspirador — mostra que há sede de conhecimento, ambição, vontade de melhorar de vida através da educação. Por outro lado, é frustrante porque sabemos que há muito talento que vai ficar de fora simplesmente porque não há vagas suficientes.
O sistema é rigoroso? Sim. É justo? Bem, é meritocrático na medida em que quem tira melhores notas nos exames entra. Mas será completamente justo quando sabemos que nem todos os estudantes tiveram acesso às mesmas oportunidades de preparação, aos mesmos recursos, às mesmas escolas secundárias de qualidade?
São questões complexas sem respostas fáceis. O que podemos dizer com certeza é isto: se queres entrar, precisas de te preparar bem, escolher com sabedoria (porque só tens uma tentativa por ano), e torcer para que o teu esforço seja reconhecido.
E se não conseguires à primeira? Bom, há sempre o próximo ano. Muitos dos melhores profissionais que conheço não entraram à primeira tentativa. A persistência, afinal, também faz parte da educação — só que essa lição não vem nos manuais escolares.
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